sexta-feira, 30 de outubro de 2020
Antologia do 15 Aniversário do Centro de Literatura do Forte de Copacabana
Estou participando, com muito prazer, da Antologia 2021 do Centro de Literatura do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana 🌹
domingo, 11 de outubro de 2020
SOU MAIS SAÚDE & BELEZA e a gravidez Após os 40 Anos Por Márcia Schweizer
Hoje em dia muitas mulheres trabalham fora, tendo como prioridade a construção de uma carreira. Por isso, deixam a maternidade para mais tarde, após terem a certeza de que estão estabilizadas em seus empregos. A concorrência com os homens é grande e devido aos preconceitos que ainda atrapalham a vida feminina, elas têm que provar que são tão capazes quanto eles.
Essa mudança social trouxe uma consequência importante no planejamento familiar: elas engravidam após os 40 anos de idade.
A gravidez tardia é sempre considerada de alto risco, (mesmo com uma mãe saudável), levando a muitos problemas, tanto para a saúde da mulher, quanto para a do seu bebê.
Os maiores riscos da maternidade tardia são: aborto, má-formação do bebê, maior chance de parto prematuro e perda sanguínea.
Devemos entender, para tomar uma decisão importante como esta, que o corpo da mulher tem um relógio biológico que determina seu grau de fertilidade. Assim, após os 35 anos de idade, sua fertilidade cai vertiginosamente. Muitas vezes é necessário fazer tratamentos demorados, caros, dolorosos e que nem sempre dão certo.
Aos 37 anos, as chances de uma mulher engravidar naturalmente são de 10%. Aos 40 anos, cai para 5% e aos 45 é por volta os 2%, com os óvulos próprios e procedimento assistido.
A maioria dos médicos desaconselham a gravidez após os 44 anos, principalmente se for a primeira vez, pois é diferente daquela mulher que já engravidou várias vezes. Quanto mais idade ela tiver, mais fica exposta a doenças que prejudicam a fertilidade, principalmente se fumam ou se usam álcool e/ou outras drogas.
Para entender melhor como funciona o sistema reprodutor feminino, lembramos que uma menina nasce com dois milhões de óvulos nos seus ovários. Na primeira menstruação diminui para 300 a 400 mil óvulos e a cada ciclo menstrual natural 1000 são estimulados espontaneamente, mas apenas um deles chega à ovulação. Os outros 999 são absorvidos pela cavidade abdominal e perdidos. Isso significa que após os 25 anos de idade já foram perdidos 300 mil óvulos. Aos 35 anos começa uma importante redução de óvulos e aos 40 e 45 anos restam muito poucos e da pior qualidade, mais difíceis de serem fertilizados e gerarem uma gravidez. Por isso, os médicos e cientistas consideram os 45 anos a idade limite da gravidez, mas com apenas 2% de chances de sucesso. O envelhecimento do óvulo é a questão primordial. Mesmo uma mulher saudável, aos 45 anos tem seu óvulo de má qualidade, podendo levar a 50% de aborto e a má-formação fetal.
Em raros casos, acontece de a mulher ser surpreendida com uma gravidez na menopausa, geralmente a partir dos 45 anos. Antes da menopausa a mulher passa pelo climatério, quando sente os sintomas da menopausa e tem seus ciclos menstruais irregulares. E é aí que ela pode engravidar, sendo que costuma confundir com o fim do período fértil, pelo fato da falta de menstruação.
É uma gravidez de alto risco, tanto para a mãe quanto para o bebê e de muita preocupação para o médico, envolvendo muitos cuidados e criterioso acompanhamento. Há grande chance de abortamentos e partos prematuros, assim como má-formação fetal, doenças cardíacas, renais, neurológicas e pulmonares. A chance de gerar um bebê com Síndrome de Down é de 80%.
A maioria das mulheres sente, desde bem pequenas, a vontade da maternidade, pois são incentivadas pela sociedade, que lhes dão bonecas de presente. Por isso, quando não conseguem engravidar ficam tristes. Porém, não é hora de dar adeus ao sonho de gerar uma criança. Podem usar óvulos doados por outras mulheres mais jovens. Quando sentirem o bebê mexendo em seu ventre, nem se lembrarão de que ele não foi fecundado com seu próprio óvulo. E quando o leite jorrar de seus seios e sentirem o pequenino ser sugá-los com força, sentirão um imenso amor materno e verão que tudo valeu a pena. Mas a legislação brasileira permite a doação de óvulos apenas para mulheres com até 50 anos de idade, porém não pode haver vínculo familiar entre a doadora e a receptora do óvulo.
Há também a oportunidade da adoção. Adotar uma criança é um grande gesto de amor ao próximo e de responsabilidade também. Portanto, antes da adoção, o casal deve conversar bastante para terem a certeza de que é isso mesmo o que desejam. A criança adotada terá os mesmos direitos de um filho concebido e deverá receber o mesmo amor e cuidados.
A experiência nos mostra que quando adotamos uma criança, seja ela de qual idade for tanto os pais adotivos quanto a criança terão um grande elo de amor entre si, que durará para o resto da vida. Uma criança adotada de nada difere da nascida do próprio ventre. Muitos pais adotivos afirmam que aquela criança foi um presente que Deus lhes deu. Por isso é chamada de filho do coração.
E o melhor é que qualquer pessoa idônea, maior de 18 anos de idade, pode adotar uma criança, desde que tenha meios para mantê-la com dignidade.
Márcia Schweizer – Jornalista, Poetisa e Professora
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
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quarta-feira, 7 de outubro de 2020
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